Quanto custa imigrar para a Austrália? O que entra na conta além do visto
Quem começa a planejar a mudança quase sempre faz a mesma conta: procura a taxa do visto, multiplica pelo câmbio, e trata aquele número como o custo do projeto.
A taxa do visto é, em geral, um terço do que a jornada custa de verdade. Não porque haja pegadinha — os valores são todos públicos — mas porque eles estão espalhados por sete ou oito órgãos diferentes, cada um cobrando o seu.
Os itens que entram na conta
1. A prova de inglês. IELTS, PTE ou OET, dependendo da profissão. E raramente é uma vez só: muita gente faz duas ou três tentativas até chegar à pontuação que vale os pontos que precisa.
2. O skills assessment. O órgão que avalia a sua profissão cobra à parte, e o valor muda bastante conforme quem avalia — ACS para TI, Engineers Australia para engenharias, VETASSESS e TRA para dezenas de outras ocupações. Se a avaliação vier negativa e você recorrer ou refizer, paga de novo.
3. Traduções juramentadas. Diploma, histórico, carteira de trabalho, certidões. Tradutor juramentado no Brasil custa uma fração do que custa tradutor credenciado NAATI na Austrália — fazer no Brasil, antes de embarcar, é a economia mais fácil da lista.
4. Exames médicos e antecedentes criminais. Para você e para cada dependente.
5. A taxa do visto. Aqui entra o número da tabela — e o dos dependentes.
6. A passagem. Só de ida, para você e para a família.
7. O colchão dos primeiros meses. Este é o item que derruba mais plano. Chegar sem reserva significa aceitar o primeiro trabalho que aparecer, nas condições que aparecerem — e é exatamente assim que começa a história de exploração que você já leu em algum grupo de brasileiros.
8. O que fica no Brasil. Multa de contrato, guarda de móveis, a conta que continua correndo enquanto você se estabelece.
Somados, os itens 1 a 4 costumam ficar entre alguns milhares e algumas dezenas de
milhares de reais, dependendo de quantas pessoas vão e de quantas tentativas cada
etapa levar. É por isso que "quanto custa imigrar" não tem resposta única.
A parte contraintuitiva: a rota mais barata não é a mais tentada
A rota que a maioria dos brasileiros escolhe — estudar, depois trabalhar, depois pedir residência — é a mais longa e uma das mais caras, porque soma anos de mensalidade e de comprovação financeira ao custo do visto.
A comprovação exigida do estudante no ciclo 2026-27, sozinha, é de AUD 29.710 para o requerente principal, mais AUD 10.394 pelo parceiro e AUD 4.892 por filho. Isso não é dinheiro que se gasta com o governo — é dinheiro que você precisa demonstrar que tem, e a diferença entre as duas coisas confunde muita gente na hora de planejar.
Já quem consegue patrocínio de empregador pula a mensalidade inteira. E quem se qualifica para a rota skilled direta aplica do Brasil e só embarca com o visto na mão. Custos completamente diferentes, para o mesmo destino.
É por isso que a pergunta útil não é "quanto custa imigrar para a Austrália", e sim "quanto custa a minha rota" — e por que a comparação das cinco, lado a lado e na mesma moeda, é a tabela que a maioria das pessoas abre primeiro no livro.
Onde conferir cada valor
Cada item da lista tem uma fonte oficial, e todas são públicas:
- Taxas de visto e comprovação financeira: immi.homeaffairs.gov.au
- Órgão avaliador da sua profissão: a lista oficial de ocupações, no mesmo site
- Salário mínimo e direitos do trabalhador: fairwork.gov.au
- Tradutor credenciado na Austrália: naati.com.au
Confira sempre antes de decidir. Os valores mudam todo 1º de julho.
Este artigo responde uma pergunta. O livro monta o plano.
A Austrália é Possível tem 21 capítulos e 266 páginas: as cinco rotas comparadas em custo e prazo, o passo a passo de cada etapa e as taxas de 2026-27 conferidas na fonte oficial — com o link de cada número, para você checar antes de decidir.
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