As vagas regionais caíram 57% em 2026-27 — o que muda na sua estratégia
Todo ano o governo australiano publica quantas vagas de residência permanente vai conceder e como elas se dividem entre os programas. É um documento aberto, e ele é a melhor bússola disponível para quem está escolhendo uma rota.
O programa 2026-27 trouxe a mudança mais importante dos últimos anos para brasileiros — e ela passou despercebida em boa parte do conteúdo em português.
Os números do ciclo
185.000 vagas no total, distribuídas assim:
| Programa | 2026-27 | Ciclo anterior |
|---|---|---|
| Patrocínio de empregador | 58.040 | 44.000 |
| Parceiro | 41.500 | — |
| Nomeação estadual (190) | 35.500 | 33.000 |
| Skilled Independent (189) | 21.090 | 16.900 |
| Regional (491/494) | 14.110 | 33.000 |
O regional caiu 57%. No mesmo movimento, o patrocínio por empregador subiu 32% e o skilled independent subiu 25%.
Isso não é ruído estatístico. É uma realocação deliberada de quase 19 mil vagas de um
programa para outros — e ela muda qual porta faz sentido bater.
O que isso significa na prática
A rota regional não acabou. Ela continua existindo, e continua sendo uma boa estratégia para muita gente. O que mudou foi a concorrência: as mesmas pessoas disputando menos da metade das vagas.
O peso mudou de lugar dentro da estratégia regional. Quem pensava em morar fora das capitais mirando o visto 491 encontra agora uma fila bem mais longa. Os dois caminhos que ganharam importância no mesmo movimento são:
- A nomeação estadual (190), que subiu de 33.000 para 35.500 vagas e dá residência permanente direto, sem o período provisório do 491.
- Os DAMA — acordos que certas regiões mantêm com o governo federal, com listas de ocupação próprias e critérios que às vezes são mais acessíveis que os nacionais.
E o patrocínio por empregador virou o maior programa do ciclo, com 58.040 vagas. É a rota em que experiência e senioridade pesam mais que pontuação — e é por isso que ela é a principal recomendação para quem tem 40 anos ou mais.
O erro que esse número expõe
Planejar imigração com dado do ano passado é o tipo de erro que só aparece dois anos depois, quando já não dá para desfazer. Alguém que montou o plano em 2025 mirando o regional está executando hoje uma estratégia desenhada para um programa que encolheu pela metade.
É a mesma razão pela qual um guia de imigração precisa ter data impressa: um número velho não deixa o leitor desinformado, deixa o leitor confiante na direção errada.
Onde conferir
O programa de migração é publicado pelo governo australiano e pode ser consultado por qualquer pessoa:
- immi.homeaffairs.gov.au — Department of Home Affairs
- immi.homeaffairs.gov.au/visas/working-in-australia/skillselect — SkillSelect e os cortes de cada rodada
Confira antes de fechar a sua rota. E confira de novo depois de 1º de julho, quando o ciclo seguinte for publicado.
Este artigo responde uma pergunta. O livro monta o plano.
A Austrália é Possível tem 21 capítulos e 266 páginas: as cinco rotas comparadas em custo e prazo, o passo a passo de cada etapa e as taxas de 2026-27 conferidas na fonte oficial — com o link de cada número, para você checar antes de decidir.
Ver o livro